quinta-feira, 18 de julho de 2013

Amores - 6#

Mais que eu e você ... apenas nós ...

O seu jeito de falar  ...
o seu jeito de sorrir ...
mostrando-me um mar
de emoções a emergir

Aquele seu olhar inibido
aquela cara de boca fechada
que deixava aquele sorriso escondido
me "devaneiava" por sua face estagnada

O seu falar translúcido
em transe me imobilizava
e pra mim nem o tempo parecia mais lúcido
de quanto tempo cada segundo passava

Ah ... que boca doce
nem o mais puro mel
nem nada que fosse
jogaria esse momento ao léu ...

Não sei o que aquilo era ...
Não sei se pra ti alguma coisa foi
só sei que em meu peito há uma cratera
que jamais iria ser preenchido com um "oi" ...


(Raimundo A. Fernandes)

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Soneto - 7#

Soneto CXXVIII

Então ali me pusera
ao meu cavalo a montar
e achar onde aquele desgraçado estivera
eu irei de achar ...

Em meu caminho ali me parava ...
Durante minha perseguição implacável
O arqueiro ali me perguntava
o porque desse meu desejo de vingança insaciável

E a ele eu respondi ...
aquele desgraçado pôs-me uma punhalada
a qual nunca ... jamais compreendi ...

Ele levou consigo em sua arma meu amor ...
sua busca é nobre jovem ... e aqui eu irei te ajudar
Acabarei com a quinta flecha a acertar atendendo ao teu clamor ...

(Raimundo A. Fernandes)

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Poema 7# - Ataque ao coração ... trair ...



Deveras a duvida se tornar a mais pura límpida certeza ...
Deveras do mar d'água escura se mostrar mais natureza ...
Deveras a imagem obscura de ti ofuscar a sua beleza ...
Deveras aquela linda figura emaranhar-se na cobiça da destreza ...

Deveras de um dia perdoar a si ...
Deveras de um dia contentar-se ao meu partir
lembrando que pelo seu ingrime sutil eu coexisti
levando as penitencias as quais não me encobri ...

Pensei em perdoar todos aqueles momentos
Perdoar a mim será ? Como sem antes perdoar meus sentimentos ?
Como sem antes me conceituar de todos os conceitos ao relento ?
A mim irei de apaziguar todos ... e todos ... e todos ... aqueles tormentos ....
Só de pensar que estaria com sentindo aquele, friozinho, vento ...
Porque me pus a apunhalar aquele que me deu mais que alimento ?

Pensei que nenhum dia jamais iria encontrar
algo que já iria ... meu "cérebro emocional" preencher ...
Pois dele nunca mais alegria haveria de brotar ...
Até que aquela covardia ... se tornaria tão mensurável quanto você ...

Jamais traia aquele que lhe deu confiança ... e acima de tudo lhe deu amor ...

SEU "CÉREBRO EMOCIONAL" AGRADECE !



(Raimundo A. Fernandes)


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