domingo, 20 de janeiro de 2013

Amores - 4#

Aurora Boreal

Perdi-me nos olhos teus
tal como uma onda de luz
tão quanto os sentimentos meus
o teu olhar olhar me seduz

Aquele seu olhar sutil
por muitas fez-me congelar
e tantas outras vezes mil
veio a me confortar

Aquele seu lábio macio
sinto como se ainda estivesse a beijar
e sentindo a ponta do seu nariz frio,
os nossos lábios a nos esquentar

Numa noite gelada
nossos corpos num térmico equilíbrio
você minha como sempre minha amada
e eu preenchendo o seu vazio

oh ...

Esse equilíbrio de vezes desencontrado
sempre se encontra um tal espaço temporal
o qual no nosso ninho adorado
eu sou seu Sol do Pólo Norte e você minha aurora boreal ...

(Raimundo A. Fernandes)


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6# - Reflexões !

O céu do amanhã

O tempo é um paradoxo do amanhã
um céu límpido, advérbio de certeza
O tempo perdura o fixo sol da manhã
e da noite extrai sua beleza

Esse tal tempo ... tão relativo ...
até esquece que de tão rápido ser
não esquece que todo ser vivo
necessita estar vivo e envelhecer

Seria o tempo como céu ?
um compensar do ser humano ao universo infinito ?
Na verdade o tempo é como um troféu
para compensar o algo sem fim e não visto

Qual sobre o tempo seria sua perspectiva ?
Seria a unica variável independente ?
Num meio Universo, uma reação conjuntiva ?
ou uma invenção humana oriunda da mente ?

Na real o tempo é tão relativo que o "hoje" é: o "ontem" do amanhã, o "amanhã" do ontem ou para os mais otimistas é simplesmente o hoje ...

... eu prefiro o chamar de "agora", pois o "agora" é tão infinito e cheio de possibilidades quanto o "tempo"
e o "céu" que os humanos inventaram .


(Raimundo A. Fernandes)

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