Poesia sem Nome e vazia ...
Certo dia me perguntei em uma viagemSobre aquele dia que sonhei, sobre aquela paisagem
Algo passageiro perturbador em minha vida
Cílios pequeninos duma sádica vida corrida
Qual o verdadeiro valor de uma amizade ?
O quanto significa ser um amigo ?
Pois nessa nossa indagável sociedade
Muitas vezes só conta aquele que está comigo
O quanto significa ser um amigo ?
Pois nessa nossa indagável sociedade
Muitas vezes só conta aquele que está comigo
E se você se perdesse numa ilha, sem todas essas multidões ?
E essa ilha por grande coincidência se chamasse solidão
Sem sua família, num arquipélago de solidões
E se alguém por ventura te oferecesse uma mão ?
E essa ilha por grande coincidência se chamasse solidão
Sem sua família, num arquipélago de solidões
E se alguém por ventura te oferecesse uma mão ?
E aquelas vagas lembranças daquela pessoa que já não mais está ?
Aquela pessoa que compartilhava de uma mesma cultura ...
Talvez até de um mesmo convívio que não mais voltará ...
Já não é mais seu amigo ? Que dúvida dura ...
Aquela pessoa que compartilhava de uma mesma cultura ...
Talvez até de um mesmo convívio que não mais voltará ...
Já não é mais seu amigo ? Que dúvida dura ...
E talvez se você saísse dessas ilhas ?
Aquela mão que te apareceu você segurasse ?
Poderia haveria um futuro ... emprego filhos e filhas ...
Porém você perdeu esse futuro por medo que essa mão te soltasse
Aquela mão que te apareceu você segurasse ?
Poderia haveria um futuro ... emprego filhos e filhas ...
Porém você perdeu esse futuro por medo que essa mão te soltasse
Amigo ... quisera eu saber dignificar o tamanho dessa palavra
Então comigo ... deixo que me denominem do que quiser
Se teu pensamento jamais consigo ... Estiver ...
Não importa brigo, intrigo ou apenas amigo ... simplesmente viva !
Então comigo ... deixo que me denominem do que quiser
Se teu pensamento jamais consigo ... Estiver ...
Não importa brigo, intrigo ou apenas amigo ... simplesmente viva !
(Raimundo Antonio Fernandes)
