domingo, 29 de setembro de 2013

1# Conto - A Rosa e a estrela

                                       A rosa e a estrela 

      Nos primeiros dias, pra ser sincero, achei que não passava de devaneio. Mas aqueles minutos viravam horas ... que viravam dias ... e quando percebi já está afogado por onde devaneava e me enganava por entre falsos sonhos e falsos "pilares" que em vez de me sustentar, iam me derrubando aos poucos ... e cada vez mais ... e mais ... e mais, eu me via mais fundo ... atolado em ilusões e devaneios.

      Hoje já não sei se posso mais fazer algo, ou se pelo menos eu fiz alguma coisa. Não sei se o que fiz ou o que deixei de fazer era certo, se essa dor eram apenas gases mesmo... hahahahahahaha ! Gases ... sim ... acho que eram gases mesmo ... mas mesmo assim algo me diz que esses gases eram especiais. Como diria o gênio Paulo Coelho se eu vejo uma linda flor no campo eu posso arranca-la ... levá-la comigo e ver sua vida e beleza sucumbir diante dos meus olhos ... ou posso guardar aquela linda lembrança daquela rosa no fundo do meu coração pra sempre ... eu guardarei a lembrança da rosa.

      Bem certa vez olhei para as estrelas e perguntei: -- Será que essa rosa vai sucumbir sua beleza desperdiçar toda sua vida tal qual uma estrela quando morre ? -- Pois de que valeu tanto brilho tanta beleza se depois restará a ela apenas uma escuridão eterna que se deposita e descansa sobre seus ombros como uma penitencia por seu brilho ? Pois é ...

      Eu deixo essa rosa desperdiçar sua vitalidade tal qual uma estrela desperdiça seu brilho vagando só por entre suas trevas escuras do universo ... pois da rosa apenas quero me recordar de como a amei e da estrela apenas me recordar de como seu brilho me ofuscava o olhar ...

(Raimundo A. Fernandes)


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Amores - 8#

Surrealidade Conformada

Eu poderia está procurando por um fim
talvez até me desvairar por entre infames percursos
andando por entre arbustos por uma sombra assim
que me protegeria de um bando de ursos

Esses ursos poderiam até me cercar
querendo de meus ossos e minha carne se satisfazer
ou protegendo-se com medo de eu atacar
enquanto eu me punha a me esconder

Por esses perigo me aventuraria
Afim de teus olhos e sorriso voltar a ver
Por entre os perigos me jogaria
apenas com um olhar e um desejo a me fortalecer

A sua imagem me encorajava
sua lembrança ... saudade me trazia ...
mas a promessa que fiz me empurrava
por todas aquelas dificuldades ... e jamais me trairia ...

Pois é ...

Essa seria uma grande e épica aventura ...
tal qual as histórias de heróis mais contadas ...
porém a história é diferente ... e só resta amargura ...
mágoas retráteis, nenhum herói  ...

... apenas mais um pagina virada ...

Essa vida inútil nos joga na cara
que não podemos ser sequer heróis da nossa história
nem anti-heróis pois até anti-heróis tem final feliz com quem amara ...

(Raimundo A. Fernandes)


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