quinta-feira, 9 de maio de 2013

9# - Reflexões


Dúvida Retrógrada

Como pode ser o céu tão azul ?
Como pode o vento ser oriundo de um bruto vórtex ?
Como pode o fato vim tão de estante e cru
a perturbar o que deveras de ser meu córtex ?

Se o céu é oriundo
de um outro céu imenso e escuro
porque não pode o nosso mundo
ser fruto de pensamento obscuro ?
e assim bruscamente a fundo,
retomando o discurso característico puro
retorno ao distante moribundo
que nunca veria seu futuro

Num supérfluo e indescritível céu
descreve o escondido e onipotente crer
descendo por entre nós o véu
da incerteza do retroceder
 
E de repente o amanhacer do logo
aparece diante do meu ser
oferecendo uma jogada que eu jogo
e desafiando meu viver ...
 

(Raimundo A. Fernandes)





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Serie Assassino M. - 5#

Assassino M. Cap.5 - A Segunda Reflexão

 - M... M... M ... assassinando crianças meu rapaz ?
 - Onde você acha que isso irá parar ?
 - Será que não somente adutas te satisfaz ?
-  Ou será que tu deve algo planejar ?

 -Nada minha cara conciência ...
- Continuo seguindo meus próprios conceitos,
que culpa tenho eu se acabaram com o mal em sua essência,
as tres crianças desse jeito ?

- Eram apenas crianças isso não era o combinado ...
- Não ! Eram pessoas de somente aparencia pequena,
mas com um nada ingênuo intelecto malvado


 - Sei sei sei ... era só para conseguir
impedir uma só súbita alma contingente
e não de litros de sangue se cobrir
 - Certo, da próxima farei diferente ...


- Contudo vamos recaptular
- Com três para escolher
- Por onde vamos começar ?


 Vejamos ... ah vamos começar pelo pedrinho
huuuuuum ... ele desfrutava muito do pecado da gula
 a prova disso era que ele era o medrosinho
gordo que era lento como uma mula
- Esse merecia morrer todo rasgadinho !

hahahahahahahhahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Huuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmm

 - Esteliiiiiiiiiiinha .. hahaaaaaa
- Foi fácil demais por minhas mãos em seu intestino ...
- Tive que arranca-lo para mostrar
a João o corajoso, e ver que face sairia no seu destino


Haahahahahhaahahahaahahah

- João foi o mais engraçado

- De primeiro punha-se sempre como o corajoso  
- Mas foi o que saiu todo borrado
como um mero gatinho medroso ...

hahahahahahhhahhaha
- Me diverti demais com esse assalto ...
- Não queria por nada parar,
mas da próxima irei ter que mirar num alvo mais alto ...

heheheheheheheeheehe

Continua ...


(Raimundo A Fernandes)



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domingo, 5 de maio de 2013

Sonetos - 6#

Soneto CXXVII

O som do piano anunciava
e a chegada dela eu ouvia
o violino que tocava
aquela linda melodia

Estávamos a beira do altar
o padre a nossa frente estava
e eu nos seus olhos a olhar
de repente ela se ajoelhava ...

Entao diante dos meus pés ali falecia
ela morria pedindo para mim
enquanto seu sangue pelo altar se escorria

- Deste disparo meu amor, a de me vingar ...
com o vigésimo quinto disparo irei conseguir
a vingança de quem tirou a vida daquela que fui amar ...


(Raimundo A. Fernandes)

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8# - Reflexões !


Não falo, não ouço, não vejo ...

Seria o cego um observador
que por ventura não enxerga o óbvio conivente ?
ou um mero indivíduo louvador
de um invisível reluzente ?

Seria o surdo um o mais atencioso ser
que por ventura escuta o silêncio ao tudo ?
ou um indagante que ao ver
decide torna-se um surdo-mudo ?


Seria o mudo um palestrante
de uma lingua a não se falar ?
ou seria um mero irritante
que se deixa censurar ?


A verdade é que o pior surdo é o que se recusa a escutar o que é certo
o pior mudo é o que se recusa falar a verdade e com a mentira bem perto
e o pior cego é o que não vê o que está na sua frente e sempre age como esperto

pois é amigos nossa sociedade é cheia desses, cegos, surdos e mudos ...

(Raimundo A. Fernandes)




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Poema 6# - Destino ? Acho que não ...



Preciso de alguem que me induza
ao errado sem saber ao certo
que deixe minha cabeça confusa
e limpida feito areia de um deserto

Alguem precisa de mim para ensinar
que da vida podemos experimentar uma bela consistência
algo sem dinheiro sem beleza ou sem se valorizar
que indescritivelmente nos resume a nossa essência

 Há algo que poderia ser feito
Talvez se houvesse um jeito
uma alternatva comum em nosso peito
que tornasse as alternativas erradas, certas num sincronismo perfeito

Tal qual o reverso do destino
como o contrário retrógrado de uma batida acelarada
 pudesse resolver o paradóxo do menino
que se encontra nessa perdido nessa encruzilhada

 Poderia o céu descrever
tal como o horóscopo descreve
a tábula destinal de um destino a comparecer
na vida de um qual indivívuo escreve ?

Acho que não ...

Talvez só alguem que presencia o próprio cotidiano
consegueria escrever a sua própria história
seu prólogo, sua epístola e seu profano
sua ascensão, sua decida e sua glória ...


(Raimundo A. Fernandes)



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