Pela tal floresta negra perdendo meu tudo
me vejo nessa na escuridão
me sinto cego, surdo e mudo
escutando apenas meu coração
Meus olhos ardem freneticamente
lacrimejando a alma do meu viver
Percebo a razão o quão sou insolente
Meus olhos, d'água começam a encher
Escuto a barulhenta voz da razão
Contrariando a da emoção
Assim não consigo entender
Veementemente como for
Se assim for amor
Prefiro não saber
(Raimundo A. Fernandes)

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